MODA PARA TODOS

Por Paula Roschel

 

A moda não é para poucos. É de todos, para todos!

 

Não estão apenas ‘na moda’ pessoas que trajam peças de marca, circulam no tal do ‘mundinho’, como insistem em rotular.

Quem leva a moda até o consumidor final são os profissionais que agem por trás dos tapumes das passarelas e lentes de editoriais – eles também fazem parte da moda!

São moda!

 

E cada vez mais se encontra força para a profissionalização da mão-de-obra neste segmento. Um exemplo é a Escola de Fábrica, localizada no bairro de Parelheiros, Zona Sul de São Paulo.

 

A idéia do curso é muito boa – Jovens de 16 a 24 anos, com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, preferencialmente da região do curso e que, além de estudarem, ainda têm a possibilidade de arrumar um emprego e garantia de bolsa auxílio durante o período letivo.

 

Fonte – Casca de Limão

 

O Jornal da modA entrevistou Sandro Vieira, coordenador do projeto que prepara jovens para a vida profissional, inclusive em Confecção e Moda. Confira abaixo:

 

Entrevista: Projeto ESCOLA DE FÁBRICA

Curso de Confecção e Moda

Coordenador – Sandro Vieira

Realização: Cooperativa Cooper-cill

 

 

Jornal da modA-  Qual foi o critério da escolha dos alunos selecionados?

 

Sandro Vieira – O perfil dos alunos é pré determinado pelo projeto, buscando atender jovens com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, de preferência moradores da região de execução do curso, dentro da faixa etária (16/24) e, principalmente, que demonstrem interesse real pelo aprendizado.

 

Por que confecção e moda?

 

Buscamos realizar cursos que ao final possibilite alternativas de trabalho.

O curso focado em confecção e moda vislumbra um mercado cada vez mais badalado e acessível. A proposta do curso não é preparar apenas na área de costura, mas, dar uma visão ampla do mundo da moda, não só no que diz respeito a confecção de roupas mas também toda a produção que envolve esse mercado como maquiagem, desenho, organização de eventos entre outros.

 

 

Você acredita que com a formação de jovens neste ramo é possível desenvolver talentos de ponta da moda nacional?

 

Bom, a proposta principal do projeto é preparar esses jovens para o mercado de trabalho, desenvolvendo uma postura mais condizente com as exigências do mercado como um todo. A idéia é dar o conhecimento necessário para que o aluno perceba se esse segmento desperta sua atenção ou não, porém, queremos ir além do formar profissionais da área de moda ou confecção, queremos por meio das aulas de língua portuguesa, matemática e temas transversais, prepará-los para que sejam mais competitivos. Sabemos que hoje boa parte dos jovens não consegue suprir as expectativas mínimas das empresas no que diz respeito à comunicação, leitura e escrita. Não é difícil encontrar jovens cursando o ensino médio que mal sabem escrever e que não entendem o que lêem. Mas, é claro que temos a expectativa de despertar talentos na área de confecção e moda, afinal, temos grandes estrelas hoje no mercado que surgiram de oportunidades como a que o projeto Escola de Fábrica está proporcionando.

 

 

Vocês indicam os alunos a empresas contratantes? Tem controle sobre as condições de trabalho e desenvolvimento dos mesmos?

 

O curso é dividido em quatro partes: aulas de aprimoramento de matemática e português, temas transversais, conteúdo específico e aulas práticas, totalizando 600 horas.

No transcorrer do curso os jovens visitam espaços e empresas ligadas diretamente ao segmento estudado e conseqüentemente aproveitamos para tentar chamar a atenção dos empresários para a questão da contratação e/ou inserção no mercado de trabalho. Além disso, a cooperativa Cooper-cill disponibiliza outras oportunidades de trabalhos, na área de estudo ou não, sendo o acompanhamento dos egressos realizado por meio de e-mails, telefone e encontros esporádicos. 

 

Soube que alguns dos alunos recebem bolsa de estudo para participar do programa.

 

A bolsa auxílio é repassada pelo MEC por meio do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), são seis parcelas de 150,00 depositadas diretamente para os alunos, em contas correntes abertas também pelo FNDE.

O aluno para ter direito a bolsa não pode ter mais de 3 faltas dentro de um período de 100 horas/aula.

A bolsa é um auxílio ao aluno para que este possa se dedicar ao curso e não tenha que evadir-se para procurar emprego, muitas vezes para complementar à renda familiar.

 

 

Tem planos futuros para palestras e novos cursos de moda na região?

 

Em junho daremos início a mais quatro cursos, mas não na mesma área, os cursos serão de iniciação profissional em marketing, vendas, interpretação de desenho mecânico e edição de Vídeo. Existe uma possibilidade de estes serem executados na região do Campo Limpo que também apresenta uma população bastante carente.

 

 

Vocês vão desenvolver algum evento final de curso, como por exemplo, um desfile?

 

 

Sim, a intenção é fecharmos com chave de ouro, com a presença de familiares e todos os envolvidos no projeto (inclusive autoridades e representantes do MEC). Pretendemos fazer um evento organizado pelos alunos e em parceria com outras entidades.

 

Contato –

CLUBE DOS MESTRES

Sandro@clubedosmestres.com.br

11-5682 8300 ou 5682-8302  (falar com Sandro ou Luciene).

~ por Paula Roschel em 8 08UTC Outubro 08UTC 2008.